terça-feira, 5 de agosto de 2008

Meus rádios...

Eletrônica é um hobby fascinante! (tá bom todo mundo diz que o seu hobby é fascinante...). Mas com tantas e tantas possibilidades neste campo não são poucos, mesmo entre os profissionais da área, os têm uma predileção por construir rádios. É difícil explicar essa fascinação, mas talvez porque existe algo de "mágico" em, com algumas espiras de fio e poucos componentes conseguir capturar as "ondas hertzianas" de alhures... Desafiador também é, para o aficionado, obter bons resultados com os circuítos mais simples ou com soluções criativas ou, simplesmente, extravagantes. Construí meu primeiro rádio "galena" (que na verdade usava um diodo" quando tinha 10 anos de idade. A emoção em escultar aquele som quase inaudível pela primeira vez é uma experiência de quase êxtase que só quem experimentou pode descrever...
Abaixo apresento rádios que construí nos últimos tempos. Por favor, se tiver vontade, não deixe de comentar.

"Galena" com antena de quadro


Ao contrário do que possa parecer a construção de rádios "galena" ou "xtal set" é coisa que tem seus melindres. O iniciante se contenta com o sucesso de sua montagem, porém o veterano procura soluções técnicas mais elaboradas. Depois das primeiras montagens logo buscamos remediar as limitações que existem em circuitos considerados tão simples. Uma das limitações que mais me incomodava nos rádios galena era a necessidade de uma grande antena externa e de fio terra. Demostrar o rádio fora do sua bancada era coisa difícil. Foi aí que fiz a tentativa que aparece na foto abaixo.


O circuito em si não tem "nada de mais". O que fiz foi construir a bobina em um suporte dando a ela um formato de 30 x 30 cm aproximadamente. São 20 espiras no total. a partir da 12a 13a espira coloquei algumas derivações a cada duas espiras que ajusto na painel por meio de uma chave rotatória (isso ajuda na calibragem da antena). Como fone estou atualmente usando um de cristal, mas na foto o rádio aparece com uma cápsula de telefone com impedância de cerca de 300 ohms, que também pode ser usada, ainda que com resultados mais modestos.

"Foxhole Radio" (Rádio de trincheira)

É assim chamado porque é inspirado nos que eram construídos pelos soldados aliados durante s Segunda Guerra Mundial a partir das sucatas que iam encontrando. Faziam a ligação a algum aterramento provavelmente e esticavam algumas dezenas de metros de fio que servia de antena. Com sorte conseguiam captar alguma coisa.




Não é um campeão de performance... precisa de uma bela antena de uns 20 metros de comprimento e um bom aterramento para funcionar. Mas seu "charme" é a simplicidade. A sintonia é feita por um cursor móvel sobre a bobina, ticando nas partes sem esmalte do fio, e o detector ao invés de um diodo de Germânio ou mesmo de uma pedra de galena usa um grafite pressionado, por meio de um alfinete, sobre uma lâmina de barbear.

Rádio de 2 Transistores

Esse e apenas um dos maravilhoso projetos que vocês podem encontrar na página do meu amigo Charles Wenzel - www.techlib.com (em inglês). É um reflexo de 2 transistores. Tem uma performance razoável e não há necessidade de colocar o volume "no último" para ouvir...




O incrível Rádio de um transistor!

Mais um circuito inspirado no design de Charles Wenzel. Esse rádio de 1 transistor tem uma performance impressionante. É o melhor rádio que já construí.

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A frete com o controle de sintonia e volume (sim, com apenas um transistor ele tem controle de volume!)




Com a tampa traseira aberta pode-se observar a antena de quadro interna...





Aqui podemos ver mais alguns detalhes: alimentação 18 V, transformador de saída de áudio (eu usei um trafo 6+6 x 220 V) e o circuíto montado sobre pregos...

Espero que tenham gostado!

domingo, 3 de agosto de 2008

Ah, Finalmente! Uma das minhas preocupações, como a de todos que publicam algo na rede é ter alguma visibilidade. Hoje pela primeira vez achei meu blog usando os mecanismos de busca...
Espero que se a detecção de conteúdo for rápida eu possa compartilhar algumas informações de forma mais ágil quando alguém procurar por elas :)
Abçs
Marcos K

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Começando no mundo VLF (Very Low Frequency)

Esta semana estarei postando uma série de tópicos a respeito dos meus experimentos com VLF (Very Low Frequency). A coisa toda começo da montagem de um projeto que não saía da minha cabeça desde os 13 anos de idade e que só consegui realizar no final do ano passado. Mal sabia eu que estava prestes a entrar em um mundo fascinante e “mais sério” do que eu poderia imaginar.

Para quem travou seus primeiros contatos com a Eletrônica nos anos 80, seja profissionalmente ou por hobby, deve lembrar das famosas revistas “Divirta-se com a Eletrônica”, trabalho do recentemente falecido Professor Beda Marques. Lembro que um amigo me emprestava suas revistas e eu passava semanas revirando sucatas atrás dos componentes para montar alguma coisa.

Em um dos números o projeto de um “Receptor MBF” (Muito Baixa Freqüência). A possibilidade de captar fenômenos atmosféricos e “sinais estranhos” (na época minha fase ufológica estava a toda) me fascinou profundamente. Porém o projeto estava além das minhas possibilidades e habilidades. Construir uma enorme antena de quadro com centenas de espiras de fio não era nem fácil e nem barato. Nos anos que se seguiram de vez em quando eu pensava naquele projeto... já tinha mais recursos e a habilidade necessária, o que eu não tinha era tempo.

Felizmente hoje consigo reservar algum tempo para me divertir com a eletrônica. Um dos primeiros projetos dessa nova fazer foi um receptor MBF! Parti da idéia inicial, mas com uma série de modificações. Já não era aquele mesmo projeto, mas, como se diz na nomenclatura internacional, um receptor para a faixa de freqüências muito baixas - VLF.



Esta é primeira versão: uma bobina com 200 espiras com +/- 1 metro de diâmetro. O amplificador foi baseado em um LM386.

Não demorou para que eu percebesse que o hum noise (o ruído de 60 Hz produzido pela rede elétrica e suas harmônicas) era uma praga para os que desejavam caçar sinais nessa faixa de freqüência. Assim só pude escutar meus primeiros spherics (descargas elétricas na atmosfera) com clareza quando me distancie um 10 Km da cidade e fui até o Capão da Onça. Lá o som era claro como um rádio FM!

Comecei minhas pesquisas mais aprofundadas sobre o assunto na Grande Rede e entrei em contato com alguns pesquisadores estrangeiros por e-mail pedindo aconselhamentos. Disso resultou a segunda versão da minha antena, agora desmontável para que eu pudesse acomodar melhor no carro e fiz minha primeira expedição.

Segunda versão da antena VLF, agora com novo suporte!

Acampei na região dos Alagados e não só pude ouvir os spherics, mas também os tweeks (descargas atmosféricas que, devido às diferentes condições de propagação da Ionosfera durante a noite produzem um pequeno delay, soando como que uma nota musical).

Receptor VLF baseado no LM386, conectado em um gravador digital para gravações em campo.


Foto da primeira "expedição".

A partir daí comecei a mostrar meus resultados iniciais a outros aficionados no assunto (nos EUA, na Austrália e na Europa).

Na próxima postagem vou continuar a descrever a minha “saga” à caça de sinais.

domingo, 3 de junho de 2007

Bem, Vou iniciar este blog contando um pouco sobre mim. Sou graduado em História e atualmente estou fazendo Mestrado em Educação com um tema ligado à maneira de como as pessoas adquirem e usam o conhecimento histórico, seja no ambiente escolar o fora dele. É um objeto de pesquisa um tanto pretensioso, principalmente para um pesquisador neófito como eu. Entretanto estou muito estimulado e acho que no fim das contas vou conseguir dar minhas contribuições.


Antes de “abraçar a história” trabalhei cerca de 14 anos como técnico de informática predominantemente na área de redes. A “virada” para a área das Ciências Sociais se deu num momento de crise, como normalmente acontece nesse tipo de mudança.


Comecei aprender eletrônica aos 10 anos de idade. Naquele tempo montar algum projeto, por mais simples que fosse era uma aventura. A emoção de ouvir o som, baixinho e chiado, do primeiro radio que montei foi indescritível. Emoção que nunca mais encontrei trabalhando profissionalmente na área de tecnologia, que, com o uma força produtiva, está vinculada a uma série de interesses tão distantes daquele prazer inicial em descobrir as coisas.


Atualmente a eletrônica pra mim se tornou um hobby. Também estou dando os primeiros passos na radioastronomia amadora. Mas minha paixão é estudar o Ensino de História e buscar um projeto que leve em conta os fins e os valores que deveriam estar presentes nesse campo. Penso que terei várias oportunidades de abordar o assunto neste espaço.

Também me interesso muito por epistemologia, Filosofia da Ciência e Filosofia em geral. Um dos meus maiores deleites e passar horas conversando sobre esses assuntos com meus amigos.

O nome da minha melhor amiga e amada esposa é Tereza. Temos uma filha com 3 meses de idade. Vou poupá-los dos comentários que um pai coruja faz normalmente de sua filhinha, mas que é a coisa mais linda do mudo, isso é!


Por hoje é só.

I hope to post my messages soon in (horrible) English. So I ask to my English speaking friends to be little patients. I won’t forget you!